25/04/2017

Reabertura do Regime de Regularização de Recursos no exterior – o que esperar?

Existem diferenças entre o Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária (RERCT) atual e o realizado em 2016. No regime deste ano, é permitida a participação do espólio aberto até a entrega da Declaração de Regularização Cambial e Tributária (DERCAT). No regime anterior, só era permitida a participação do espólio aberto até 31 de dezembro de 2014. Além dessa novidade, pode-se destacar a diferença na cotação do dólar para conversão dos bens em reais: no RERCT aberto em 2016 a taxa de dólar era mais favorável, uma vez que era de R$ 2,66, no regime instituído em 2017 a taxa para conversão do dólar é de R$ 3,21. Outra importante novidade é a possibilidade de complementação da DERCAT enviada, sem exclusão definitiva do regime especial. Isso porque, no regime aberto em 2016 caso fosse identificado que o contribuinte declarou equivocadamente os valores dos bens haveria a exclusão definitiva do regime, inclusive, com perda da anistia aos crimes tributários. O novo programa também prevê alíquotas de 15% referente ao Imposto de Renda (mesma alíquota do programa anterior) e 20,25% de multa, ou seja, agora para regularização o valor da multa corresponde a 135% do valor do imposto pago. No programa anterior esse percentual correspondia a 100%. Durante o regime de 2016, foram percebidas diversas dificuldades enfrentadas pelos contribuintes, entre as principais pode-se destacar: dificuldade em levantar a documentação dos bens para realização dos cálculos e comprovação da origem; empresas offshore que não tinham balanço patrimonial atualizado e não possuíam tempo hábil para sua elaboração; retificações das declarações do IRPF e envio da declaração do Banco Central, para que essas declarações demonstrem a realidade dos bens declarados na DERCAT, bem como dificuldade na obtenção com os bancos da emissão do SWIFT, documento obrigatório por lei para declarantes que possuem um patrimônio maior de USD 100.000,00 e para os detentores de trust. Além disso, houve obstáculos na identificação dos reais beneficiários em casos de trust; dificuldades no fechamento do câmbio em casos que o cliente optou por trazer o dinheiro do exterior para realizar o pagamento do tributo, em razão de problemas de compliance nos bancos; insegurança com relação ao pagamento e declaração da foto (situação patrimonial em 31 de dezembro de 2014) e filme (toda a movimentação dos ativos desde o envio para o exterior) e acompanhamento e recolhimento do imposto referente ao ganho de capital de resgate de aplicações financeiras e do imposto de renda referente ao recebimento de dividendos pelas pessoas físicas, o que exige do contribuinte o recolhimento todo mês, para não ter acréscimo de juros e multa. Também é importante esclarecer a diferença entre a regularização quando os bens no exterior são detidos por uma empresa offshore ou diretamente por uma pessoa física residente no Brasil. A principal diferença consiste no fato de que, para as pessoas físicas, qualquer recebimento de dinheiro no exterior, ainda que não seja utilizada pelo titular, está sujeito a recolhimento do Imposto de Renda, por meio da utilização da tabela progressiva – carnê-leão. Ainda, quando o contribuinte resgata um ativo ou aplicação financeira, mesmo que seja para fazer um novo investimento, esse resgate está sujeito ao recolhimento do imposto de renda a título de ganho de capital. Enquanto no caso dos ativos em nome de empresa offshore – pessoa jurídica, apenas será devido o imposto no Brasil quando restar configurado recebimento de dividendos ou remuneração para o sócio. Tal diferença tende a ser bastante vantajosa para os contribuintes que fazem várias movimentações nos seus investimentos, uma vez que não há necessidade de recolhimento do ganho de capital no resgate de aplicação para realizar um novo investimento. Artigo publicado pela Gazeta do Povo

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18/04/2017

Competente sim, mas não perfeccionista

Esforçar-se para fazer da melhor forma o seu trabalho é admirável e pode ser crucial para conquistar e manter uma boa posição profissional no cenário competitivo e desafiador em que vivemos. Nenhum problema em ter metas ousadas, porém realistas. Isso significa vitalidade e energia. O perfeccionista, por outro lado, define para si, e muitas vezes para os outros, padrões de exigência acima do que é possível entregar no prazo disponível. Seu próprio desempenho está normalmente aquém do que ele gostaria e não é incomum vê-lo refazer uma tarefa várias vezes. Sai tarde do trabalho, às vezes leva atividades para fazer em casa, negocia prazos a fim de entregar a última versão perfeita e, por isso, está frequentemente exausto. Muitas vezes reclama de sua rotina e da qualidade do trabalho de seus colegas e subordinados que não atendem a suas expectativas irreais. Na vida do perfeccionista, pode faltar a leveza e a satisfação de quem cumpriu sua tarefa e se encontra no nível médio da qualidade da entrega, mas em paz consigo mesmo. O perfeccionista, ao contrário, encontra-se na maior parte do tempo num estado de frustração e ansiedade por estar sempre na iminência da atividade perfeita, uma miragem que ele busca incessantemente e que acaba por minar-lhe as forças, tornando-o, às vezes, menos produtivo do que o esperado. Por ser tão crítico, o perfeccionista perde o sono por causa de algo que poderia ter feito melhor e compromete o relacionamento com colegas e subordinados porque tem muitos defeitos a apontar e poucos ouvem dele um elogio. Se há tantos aspectos negativos, porque a grande maioria das pessoas não sente vergonha ou constrangimento em se definir como perfeccionista; pelo contrário, relata sua característica com uma ponta de orgulho? Possivelmente porque muitos profissionais bem-sucedidos sejam perfeccionistas, embora essa característica os faça sofrer e provoque sofrimento nos outros. Como fórmula que deu certo, esse comportamento vai sendo mantido e reforçado; afinal, se o trabalho consegue ser entregue com qualidade superior apesar da noite em claro, o saldo é positivo e merece elogios e promoções. Porém, o lado obscuro do perfeccionismo mostra que ele pode estar ligado à depressão. Em um artigo publicado pela American Psychological Association (APA), o psiquiatra Sydney J. Blatt cita um estudo que relaciona o perfeccionismo à depressão e, nos casos mais extremos, até ao suicídio. É, portanto, um preço muito alto a pagar e que envolve o risco de comprometer a saúde, além de outros pontos como a perda de prazos, a inibição da criatividade e espontaneidade por excesso de autocrítica, o afastamento das pessoas que nunca o satisfazem.  Perfeccionistas precisam de ajuda. Se você é gestor de pessoas, comece por reconhecer essa característica na equipe e procure não reforçar comportamentos que levam à busca pela perfeição. Ela não é uma característica humana. Recompense a responsabilidade e a competência, essas estão ao alcance de todos. A autora, Laísa Weber Prust atua na área de RH do Marins Bertoldi Sociedade de Advogados.

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05/04/2017

Curitiba recebe evento sobre ciência e inovação tecnológica no Brasil

  No próximo sábado, dia 8 de abril, acontece o 1º Emerge Day Curitiba, evento que vai promover discussões sobre ciência e tecnologia no Brasil. A idealização e a organização são da Iniciativa Emerge, organização sem fins lucrativos que nasceu para fomentar e fortalecer a inovação tecnológica orientada ao mercado. O Instituto Legado é o parceiro oficial da ação. A Iniciativa Emerge tem a proposta de mapear, apoiar e disseminar inovações (em quaisquer fases de desenvolvimento) em áreas de conhecimento e setores de mercado que integram ciência e tecnologia em campos como biotecnologia, eletrônica, física, química e engenharias em geral. O Brasil enfrenta uma série de desafios em para alcançar um nível de desenvolvimento tecnológico ideal. De acordo com dados do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), apenas em 2015, 49,7 mil pesquisadores deixaram o Brasil. No mesmo ano, o país registrou apenas 547 pedidos de patentes internacionais. Para ter uma ideia, os Estados Unidos emitiram 57.385 pedidos e a China 29.846. Além disso, o Brasil ficou na 69ª posição em uma lista de 128 países do ranking publicado pelo Global Innovation Index 2016. Diante desse cenário, o Emerge Day Curitiba surge como um encontro para debater e refletir sobre as oportunidades que existem no país para incentivar a tecnologia nacional. Além da equipe Emerge, o evento terá pitches de jovens inovadores, o lançamento oficial do Laboratório de Inovação em Curitiba, o Emerge Lab, um debate sobre inovação tecnológica no Brasil, além de um painel com convidados especiais, entre eles, o presidente e fundador do Instituto Legado, James Marins. Conexão com o setor social A inovação tecnológica também pode beneficiar e gerar resultados positivos para o setor social, alcançando soluções que beneficiam a sociedade. “A gente acredita que para ter impacto social real e com escala os empreendedores são importantes, mas visualizamos também que são necessárias soluções tecnológicas. É aí nesse ponto que a Emerge entra com um trabalho crucial, tanto no mapeamento de jovens inovadores e de soluções, quanto no apoio, conexão e engajamento dessa comunidade de jovens inovadores na cadeia de impacto social, especificamente o fomento às soluções tecnológicas escaláveis e com a formação desses empreendedores inovadores”, afirma o co-fundador da Rede CsF e atual presidente da Emerge, Guilherme Rosso. 1º EMERGE DAY CURITIBA Data: Sábado, 08/04
Local: Aldeia Coworking – Avenida Cândido de Abreu 381, 1º andar
Horário: Das 14h às 17h30. Programação 14h – Recepção e networking 14h20 – Apresentação equipe Emerge 14h30 – O que é a Emerge? #Institucional 15h – Apresentação dos convidados 15h30 – Q&A com convidados 16h – Pitches de Jovens Inovadores 16h20 – Divulgação Emerge Lab CWB 16h40 – Sorteio de Voucher 16h45 – Dúvidas 17h – Coffee Break e networking 17h30 – Encerramento   Inscrições: iniciativaemerge.org/emergeday Mais informaçõestinyurl.com/emergedaycuritiba  

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